Parece que tem um pessoal que descobriu, desde o início da pandemia, que programas tipo Excel têm funções que ajustam dados experimentais.

Segue o fio 🧵
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Trabalhei por seis anos com análise de dados em física nuclear, fiz duas disciplinas de análise estatística de dados (uma na graduação e outra na pós), e estou muito longe (muito mesmo) de ser um especialista em estatística ou um cientista de dados.

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Recebi ontem uma "análise de dados" da pandemia que fariam corar um estudante de segundo ano da graduação. Nunca dei muita bola para essas previsões quantitativas, cravando números de mortes ou infectados com precisão de unidade, mas perdi o meu tempo tempo lendo uma delas.

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Um curso de cálculo 1 explica por que um ajuste de qualquer curva num espaço curto de tempo funciona. O problema é extrapolar e saber até onde algum ajuste funciona bem.

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Tem cientistas sérios trabalhando com modelos epidemiológicos e previsões - qualitativas - bem feitas, mas também tem muito gato se passando por lebre.

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O principal problema desses artigos cartomantes é dar ao leitor a impressão de que se tem um modelo matemático de previsão, quando na verdade há apenas o simples ajuste dos dados a uma curva qualquer.

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Em intervalos de tempo suficientemente curtos, até mesmo uma reta, traçada por dois pontos, tem boa chance de “prever” a posição do terceiro ponto. Isso não se compara, por exemplo, a um modelo de equações diferenciais acopladas, como ocorre em modelos epidemiológicos.

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This is a pretty valiant attempt to defend the "Feminist Glaciology" article, which says conventional wisdom is wrong, and this is a solid piece of scholarship. I'll beg to differ, because I think Jeffery, here, is confusing scholarship with "saying things that seem right".


The article is, at heart, deeply weird, even essentialist. Here, for example, is the claim that proposing climate engineering is a "man" thing. Also a "man" thing: attempting to get distance from a topic, approaching it in a disinterested fashion.


Also a "man" thing—physical courage. (I guess, not quite: physical courage "co-constitutes" masculinist glaciology along with nationalism and colonialism.)


There's criticism of a New York Times article that talks about glaciology adventures, which makes a similar point.


At the heart of this chunk is the claim that glaciology excludes women because of a narrative of scientific objectivity and physical adventure. This is a strong claim! It's not enough to say, hey, sure, sounds good. Is it true?